Diante dos problemas provocados pelos temporais, o Conseleite-RS decidiu buscar junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma flexibilização temporária da regra que estabelece prazo de até 48 horas para a coleta do leite.
A preocupação é evitar que produtores localizados em áreas afetadas pelas condições climáticas sejam prejudicados pela impossibilidade de acesso dos veículos de coleta às propriedades.
Logística também interfere na qualidade e nos custos
A coleta do leite é uma etapa fundamental para preservar a qualidade da matéria-prima. Quando estradas e acessos são comprometidos, o problema deixa de ser exclusivamente logístico e pode atingir produtores, transportadores, indústrias e consumidores.
O setor também enfrenta aumento de custos relacionados ao transporte e ao combustível, além dos danos provocados pelas chuvas em estradas e estruturas utilizadas pelas propriedades rurais.
Segundo o Conseleite-RS, o valor de referência projetado para o leite entregue em setembro ficou em R$ 2,3910 por litro, uma redução de 0,90% em relação ao valor projetado para agosto.
Clima e mercado se somam
A situação demonstra como fatores climáticos podem se somar às condições econômicas do mercado.
Enquanto a oferta nacional de leite vem aumentando e pressionando preços em algumas regiões, produtores gaúchos enfrentam também dificuldades para retirar a produção das propriedades.
Para a cadeia leiteira, situações como essa reforçam a necessidade de infraestrutura adequada, planejamento logístico e mecanismos que permitam respostas rápidas diante de eventos climáticos extremos.
A discussão sobre a flexibilização da regra de coleta busca justamente encontrar uma solução excepcional para evitar perdas em propriedades atingidas pelos temporais, sem comprometer os critérios de qualidade e segurança do leite.
Fonte: Conseleite-RS.
Data da publicação original: 29 de setembro de 2026.
